Vida de Santa Teresa

“Não quero ser Santa pela metade, escolho tudo”.

Em 02 de janeiro de 1873 nasce em Alençon (França) da abençoada união de Luís Martin e Zélia Guérin, Maria Francisca Teresa, precedida de quatro irmãs, que com ela, abraçariam a vida religiosa.

Ainda pequena, já experimenta a dor: aos quatro anos perde a mãe e seu caráter vivaz e expansivo, como ela mesma escreve, muda totalmente e se torna tímida, retraída e muito sensível. Em 1883 adoece gravemente, mas pelas orações e a fé de toda família é milagrosamente curada pelo “sorriso da Virgem”.

Sente o chamado ao Carmelo e luta firmemente para entrar. Finalmente aos 15 anos obtém a permissão. Deu continuidade ao seu caminho de santidade inspirada na leitura do Evangelho e pondo o amor no centro de tudo. Escreve por obediência os manuscritos autobiográficos que não são só as lembranças de sua vida, mas também o retrato de sua alma e a descrição de suas experiências mais íntimas. Descreve o caminho da infância espiritual. Aprofunda-se cada vez mais no ministério da Igreja e sente crescer sua vocação apostólica e missionária para levar consigo os demais, movida pelo amor de Cristo.

Morreu na tarde de 30 de setembro de 1897. “Eu não morro, entro na vida”. Suas últimas palavras, “Deus meu, te amo”, selaram uma vida que se extinguiu na terra aos 24 anos, para entrar, segundo seu desejo, em uma nova fase de presença apostólica em favor do próximo, na comunhão dos Santos, e assim derramar uma “chuva de rosas” sobre o mundo. Foi canonizada por Pio XI em 17 de maio de 1925, o mesmo Papa que em 14 de dezembro de 1927, a proclamou Padroeira Universal das Missões. Por ocasião do Centenário de sua morte, o Papa João Paulo II a declarou Doutora da Igreja, pela solidez de sua sabedoria espiritual inspirada no Evangelho, pela originalidade de suas intuições teológicas, nas quais resplandece sua eminente doutrina, e pela acolhida em todo o mundo de sua mensagem espiritual, difundida através da tradução de suas obras em mais de cinqüenta línguas diversas.